Esse aqui é a sua cara — mundo das artes, gente refinada, todo mundo sorrindo e se odiando. Eu não tenho traquejo pra esse meio. Você tem.
Marcelo Voss, crítico e galerista, morreu durante a própria noite de gala, em Madalena, diante de uma sala cheia. Colapsou depois de um brinde. A toxicologia achou uma substância rara. Homicídio, no meio de duzentos convidados.
Te mandei a lista de quem estava lá, o esquema do salão e os depoimentos. Ah — recolhemos um monte de papelada da cena, inclusive coisa amassada que alguém jogou fora. Dá uma olhada em tudo, até no que parece lixo.
O curador do maior museu de arte de Madalena colapsa durante vernissage exclusivo com 200 convidados. Infarto, dizem. Mas uma artista descobriu algo que ele nunca deveria ter feito — e o catálogo impresso chegou pelo correio no dia errado.
Na noite de 22 de agosto de 2025, Marcelo Voss, 48 anos, curador-chefe do Museu Paranaense de Arte Contemporânea, colapsou durante o vernissage de abertura da exposição "Origens". O evento reunia 200 convidados. Causa oficial: infarto agudo do miocárdio. Mas a toxicologia encontrou bufonidina no sangue — veneno extraído de sapos, usado em técnicas artísticas indígenas. E apenas uma pessoa no evento trabalhava com essa substância.
Registro do colapso de Marcelo Voss durante o vernissage. 200 convidados presentes. Médico do evento declarou infarto. Toxicologia posterior reverteu o diagnóstico.
Relação das obras expostas na noite de gala: 24 peças de 9 artistas, incluindo pinturas, e
Prezado Marcelo Voss, temos a satisfação de informar que a Galeria Voss foi indicada ao pr
Substância encontrada no sangue de Marcelo. Dose letal. Efeitos indistinguíveis de infarto natural sem exame específico.
Catálogo internacional da exposição creditava obras de Diana Luna ao curador Marcelo Voss. Enviado por engano para Diana antes do vernissage.
Curador do MPAC morre durante vernissage. Arte e morte na noite mais elegante de Madalena.
Rascunho recolhido perto da mesa de imprensa. Letra apressada. Sem relação estabelecida com a morte.
Contrato de catering da noite de gala.
Escala de seguranças e posições no evento.
Pedido de arranjos e painéis de flores.
Informativo do serviço de manobristas.
Comparação técnica entre obras de Diana e os créditos no catálogo internacional. 7 obras atribuídas a Marcelo que são de Diana.
Diana usa bufonidina dissolvida em pigmento em sua série "Ritual". Substância é cardiotóxica se ingerida. Diana tem frascos em seu estúdio e na bolsa de trabalho.
Lucas admite ter apagado e-mails do servidor do museu a pedido de Marcelo. Diz não saber o motivo.
Marcelo recusou as obras de Eduardo para a exposição. Prejuízo estimado de R$800k em valorização perdida. Educado mas claramente ressentido.
Processo judicial em andamento contra Marcelo por desvio de recursos na gestão anterior. Advogado de Clara presente no vernissage.
Taça encontrada no local. Resíduos de bufonidina confirmados. Impressões digitais em análise.
E-mail enviado por Diana uma semana antes do crime. Tom controlado mas confrontacional. Marcelo nunca respondeu.
Diana Luna constava na lista como artista participante. Tinha acesso livre a todas as áreas do evento, incluindo a mesa de champanhe.
ONLINE · Delegacia de Madalena · Caso #CWB-2025-055
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